06 junho 2026, 22:14
Mais
    InícioVale do SousaPaços de Ferreira“Troika” sai de Paços de Ferreira seis anos depois

    “Troika” sai de Paços de Ferreira seis anos depois

    Published on

    Humberto Brito, presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, assinou, na passada quinta-feira, 28 de setembro, a saída do Fundo de Apoio Municipal (FAM) “da vida” do município que dirige. O FAM vigorava há seis anos, desde 2017, e deveria estender-se até 20 anos, mas o autarca conseguiu em meia dúzia de anos recuperar as contas da Câmara Municipal pacense. A recuperação financeira municipal realiza-se através de contrato celebrado entre o FAM e o município, por Programa de Ajustamento Municipal (PAM), cuja cessação foi agora assinada. O FAM é uma pessoa coletiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira, que tem por objeto a recuperação financeira dos municípios que se encontrem em situação de rutura financeira, como foi o caso da Câmara de Paços de Ferreira, quando em 2013, o partido socialista venceu o PSD (no poder há 37 anos) que governava esta autarquia em situação de absoluta rutura financeira.

    Terras do Vale do Sousa (TVS) O município de Paços de Ferreira libertou-se do FAM e recuperou a autonomia financeira. Que significado tem este dia para o município e para os munícipes?

    Humberto Brito (HB) É um dia de celebração para todos, que reflete a capacidade invulgar da nossa comunidade em ultrapassar dificuldades decorrentes de uma gestão municipal do PSD que nos levou à bancarrota. É, por isso, um dia histórico! É um dia, a partir do qual, o povo do concelho de Paços de Ferreira volta a ter o seu destino nas suas mãos!

    TVS – A adesão ao FAM aconteceu em 2017 sob um período de 20 anos. No entanto, conseguiram “livrar-se” do Programa de Ajustamento Municipal, seis anos depois. Como foi possível uma diminuição tão grande ao nível temporal? E o que foi preciso fazer para que este tempo encurtasse tanto?

    HB – Trabalho, muito trabalho, responsabilidade, seriedade e muito sacrifício. Foi preciso acreditar e convencer os colaboradores da Câmara Municipal de que não há impossíveis, como se referiu, generosamente, à minha pessoa, na sua intervenção pública, o senhor Presidente da Direção Executiva do FAM, Dr. Miguel Almeida. Quando aqui chegámos, em 2013, e encontramos uma situação financeira deveras muito complexa, tivemos de nos focar no essencial. Para as pessoas perceberem o descalabro, e a título de exemplo, era uma Câmara Municipal que não tinha dinheiro para comprar papel higiénico para as casas de banho. O essencial era poupar, atalhar caminho, cortar despesas, reorganizar serviços e valorizar os funcionários da Autarquia. Aliás, fizemos muitas e muitas obras por administração direta, com recurso aos nossos colaboradores. Quando não se tem dinheiro o ser humano é capaz de se superar.

    “Em 2013, a Câmara Municipal não tinha dinheiro para comprar papel higiénico para as casas de banho”

    Leia a entrevista completa na edição desta semana do seu TVS.



    Essa página é exclusiva para Assinante. Faça login ou torne-se uma assinante para ler a notícia completa.

    Login ASSINE JÁ

    Publicidade

    mais recentes

    ALUNOS DE LOUSADA ENVIAM MENSAGEM PARA O FUTURO

    No primeiro dia de junho, a Torre de Vilar acolheu a sessão de entrega...

    NAF VALE DO SOUSA ORGANIZA TORNEIO DE FUTEBOL INTER-NÚCLEOS

    No dia 20 de junho, sábado, o Núcleo de Árbitros de Futebol (NAF) do...

    SC FREAMUNDE CELEBRA FIM DO CAMPEONATO COM CAUSA SOLIDÁRIA

    No domingo, 7 de junho, pelas 17h, o Sport Clube de Freamunde disputa o...

    CLUBE MOTARD FIGUEIRAS ANIMA JUNHO COM AS QUARTAS FEIRAS LOUCAS

    Durante o mês de junho, o Clube Motard Figueiras organiza a 4ª edição das...

     “CULTURINHA SAI À RUA… PARA OUVIR A TRADIÇÃO” APRESENTADO EM PAREDES

    Sábado, 6 de junho, pelas 21h30, decorre a apresentação do livro “Culturinha sai à...