

Hoje, dia 10 de junho, assinala-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Pouco se sabe da vida de Luís Vaz de Camões. Pensa-se que tenha nascido em 1524, numa família nobre, onde recebeu uma educação formal e clássica, mas não existem documentos comprovativos de frequência na Universidade de Coimbra – a única existente aquando da sua idade juvenil. Alegadamente, visitou os continentes africano e asiático, algo que retratou na obra “Os Lusíadas”. Supõe-se que falecera em 1579 ou 1580, vítima de peste.
A 10 de junho de 1880 comemoraram-se os 300 anos da morte do escritor e, com ele, a memória do tempo dos descobrimentos, em que Portugal era percecionado como uma grande nação mundial. Só 31 anos mais tarde, em 1911, já com a República como regime político, é que o feriado se oficializa, inicialmente, apenas na cidade de Lisboa. Em 1925, o governo decretou o 10 de junho como feriado oficial.
Durante o Estado Novo, o governo salazarista designou o feriado como o Dia da Raça e, em 1958, anos após a sua queda, o então Presidente da República entregou cumprimentos e condecorações aos cidadãos nacionais. Em 1963, dois anos após o início da Guerra Colonial, as condecorações passam a ser dirigidas a todos aqueles que combatiam no conflito ou que, de alguma forma, tinham servido as colónias portuguesas.
Mais de uma década depois, Ramalho Eanes, o primeiro presidente democraticamente eleito da Terceira República Portuguesa, relembrando todos os portugueses emigrantes, nomeia o 10 de junho como o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.



