

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) partilhou um pré-aviso de greve e prevê uma paralisação total nos serviços escolares. O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) também anunciou adesão à paralisação, que poderá abranger todos os tipos de estabelecimentos do ensino superior.
Os transportes públicos serão fortemente afetados, com alguns impactos a sentirem-se já hoje. Não haverá circulação na maioria das linhas do Metro do Porto e a CP prevê fortes perturbações nas viagens, tendo já decretado serviços mínimos obrigatórios. A TAP comunicou que irá realizar apenas 79 voos de e para Portugal, durante o dia de amanhã.
Na saúde a situação é semelhante, com os sindicatos dos médicos e enfermeiros a comunicar a adesão à greve, garantindo apenas os serviços mínimos para situações de urgência.
Os trabalhadores da Função Pública e do Setor Social também estarão em greve, sendo apenas assegurados os serviços mínimos.
Inúmeros sindicatos associados ao comércio e à indústria comunicaram a intenção de greve, considerando-a indispensável na luta laboral.
A iniciativa surge como protesto contra a proposta Trabalho XXI, promovida pelo atual governo, que propõe mais de uma centena de alterações na legislação laboral portuguesa. Apesar das tentativas de negociação em sede de Concertação Social, o executivo de Luís Montenegro não conseguiu chegar a acordo com os parceiros sociais.



