A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar, desde a manhã desta quarta‑feira, 7 de outubro, uma das maiores operações de sempre no combate ao crime económico e fiscal, envolvendo mais de 700 inspetores e cerca de 300 funcionários da Autoridade Tributária.
A ação, confirmada pela PJ e coordenada pela Procuradoria Europeia, incide sobre um vasto esquema de fraude fiscal, branqueamento de capitais e associação criminosa, conhecido como “carrossel do IVA”.
📌 Dimensão da operação
- 250 buscas em simultâneo,
- 150 delas em empresas,
- restantes em domicílios e escritórios de advogados,
- ações a decorrer de Norte a Sul do país.
Segundo a CNN Portugal, poderão ser detidas mais de 20 pessoas.
O esquema terá causado um prejuízo ao Estado superior a 100 milhões de euros.
📌 O que está em causa?
A investigação assenta em dois inquéritos com epicentro no Porto, envolvendo empresas com ligações à Grande Lisboa.
Em causa estão operações simuladas de venda de milhares de telemóveis entre empresas da União Europeia, algumas delas sociedades‑fantasma, criadas apenas para permitir:
- não pagamento de IVA,
- pedidos indevidos de reembolso,
- circulação artificial de mercadorias entre vários países.
A operação — denominada Hermes — tem também ramificações noutros Estados‑membros da UE e resulta de informações recolhidas na operação Admiral (2022), que levou à detenção do empresário Max Cardoso e da ex‑apresentadora Ana Lúcia Matos, num esquema semelhante.
📌 Prejuízo europeu
No caso Admiral, o Estado português foi lesado em 80 milhões de euros, mas a fraude, à escala europeia, ultrapassou centenas de milhões.




