Entre os dias 20 e 25 de outubro, o concelho de Penafiel volta a receber mais uma edição do Escritaria. Este ano, o escritor homenageado é Luís Cardoso, uma das mais importantes vozes da literatura contemporânea de Timor-Leste.
Nascido em 1958, na cidade de Kailako, em Timor-Leste, Luís Cardoso chegou a Portugal em 1975, após a invasão indonésia ao seu país natal. O 19º Festival Literário de Penafiel apresenta um programa variado, dedicado à vida e à obra do escritor timorense. A edição recorre à música, literatura, cinema e artes visuais para explorar temas como a memória, identidade, exílio, resistência e liberdade. Para além de Luís Cardoso, a edição conta com diversas personalidades da cultura portuguesa e lusófona, tal como D. Américo Aguiar, Dulce Pontes, Sérgio Godinho, Shahd Wadi, Ondjaki, Adelino Gomes, Ana Gomes e Ana Sousa Dias.
O programa inclui um tributo a Luís Represas, com a representação da música “Timor” dos Trovante, pelas vozes de Manuel Faria, João Gil, Mona Miari e outros artistas. O festival conta também com as atuações dos artistas de renome Dulce Pontes e Sérgio Godinho. Ainda, a homenagem a Luís Cardoso cruza-se com uma mensagem de solidariedade para com o povo palestiniano, com Mona Miari e Shahd Wadi.
A programação do Escritaria também prevê diversas atividades no Ponto C, escolas do concelho e outros espaços públicos. Na manhã de 23 de outubro, é inaugurada a silhueta de Luís Cardoso, na cidade penafidelense. No dia seguinte, decorre a inauguração da exposição “Takas: A literatura extraordinária de um viajante timorense”, na Biblioteca Municipal de Penafiel.
Criado em 2008, o Escritaria homenageia anualmente um escritor de língua portuguesa vivo. O festival é um marco indissociável do concelho de Penafiel e funde literatura, cultura e língua portuguesa.





