13 março 2026, 21:35
Mais
    InícioVale do SousaParedesConstrução de unidade de valorização de resíduos em Paredes sem licença

    Construção de unidade de valorização de resíduos em Paredes sem licença

    Published on

    A construção de uma unidade de valorização de resíduos que decorre em Baltar, Paredes, não contou com prévia avaliação ambiental obrigatória, não estando por isso licenciada, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

    “À data, não se encontra em curso qualquer procedimento para o licenciamento da Unidade de Valorização Orgânica de Biorresíduos Recolhidos Seletivamente na Ambisousa [Empresa Intermunicipal de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos]”, lê-se em comunicado

    A CCDR-N refere que “a unidade em causa não se encontra licenciada nem, consequentemente, dispõe de licença para a sua exploração”.

    A obra em causa custa cerca de 17,5 milhões de euros e destina-se à valorização orgânica de biorresíduos recolhidos seletivamente nos seis concelhos do Vale do Sousa, para a produção de biometano (biocombustível gasoso) que será enviado para rede de gás natural.

    Na nota, a CCDR-N destaca que a obra teria de ser precedida de Avaliação de Impacte Ambiental que culminasse com uma decisão favorável ou favorável condicionada.

    “A ser verdade que a autarquia de Paredes [de maioria socialista] permitiu que a construção da ‘Fábrica do Lixo’ tenha avançado sem que o processo de licenciamento estivesse completo, Alexandre Almeida não tem condições para se manter como presidente da Câmara e deve demitir-se”, defendeu o vereador Ricardo Sousa, eleito pelo PSD, citado no comunicado.

    No esclarecimento, A CCDR-N refere que as irregularidades desta situação foram comunicadas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para que “pudesse exercer as competências que lhe assistem no âmbito da utilização dos recursos hídricos”, além de terem sido solicitados esclarecimentos à Câmara de Paredes e à Ambisousa (dona da obra) pelo facto de a empreitada estar já em estado avançado. No dia 20 de maio deste ano, acrescenta, foi realizada uma fiscalização da obra no local, em colaboração com a GNR.

    Naquela ação, constatou-se “a execução parcial do projeto sujeito a avaliação de impacte ambiental sem que tal procedimento se tivesse realizado”.

    Foi, por isso, feita a participação à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), “para que pudessem vir a ser exercidas as competências sancionatórias devidas pela prática da contraordenação ambiental muito grave”, acrescenta.

    A CCDR recorda, por outro lado, que o Município de Paredes, por ter considerado, inicialmente, que a obra estava sujeita ao seu controlo prévio, procedeu à consulta prevista no regime jurídico da urbanização e da edificação, pedindo que várias entidades se pronunciassem.

    Contudo, a decisão global emitida foi no sentido desfavorável à realização da obra, tendo em conta o parecer emitido pela APA, reforça a CCDR, concluindo que a execução da obra é ilegal, nomeadamente porque “não parece terem sido ultrapassadas as objeções colocadas pela Agência Portuguesa do Ambiente”.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Publicidade

    mais recentes

    SERVIÇO DE TRANSPORTE A PEDIDO LIGA CHEGA AO CONCELHO A 16 DE MARÇO

    O concelho de Lousada vai passar a contar, a partir de 16 de março,...

    CRIME AMBIENTAL NO RIO DE CARVALHOSA LEVA JUNTA A TOMAR MEDIDAS

    A Junta de Freguesia de Carvalhosa manifestou indignação perante após um vídeo que circula...

    MUNICÍPIO PROMOVE EXERCÍCIO PARA REFORÇAR RESPOSTA EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

    O Município de Paços de Ferreira realizou, a 11 de março, uma ação prática...

    JUNTA DE FREGUESIA DE JUGUEIROS PREPARA INSTALAÇÃO DE VIDEOVIGILÂNCIA NO CEMITÉRIO APÓS FURTOS

    A Junta de Freguesia de Jugueiros, no concelho de Felgueiras, informou que vai iniciar...

    CRÓNICA JOSÉ REGADAS: FALTA DE LIEDERANÇA

    A liderança política é uma virtude. Vê-se quando falha e sente-se quando não existe....