10 março 2026, 20:46
Mais
    InícioCulturaCIM do Tâmega e Sousa participa na segunda visita de estudo do...

    CIM do Tâmega e Sousa participa na segunda visita de estudo do projeto europeu PAISACTIVO

    Published on

    Depois de terem visitado a aldeia de Kuartango (Álava, País Basco, Espanha) em meados do passado mês de março, os parceiros do projeto europeu PAISACTIVO – Paisagens corta-fogos: ativação do espaço rural para um território resiliente, um projeto europeu na área da gestão ativa e sustentável do espaço rural e redução do risco de incêndios, realizaram a sua segunda visita de estudo, desta feita à aldeia de Ostana (Piemonte), situada nos alpes italianos. A visita, que decorreu na passada sexta-feira, dia 5, foi organizada pela Universidade de Santiago de Compostela, um dos oito parceiros do projeto. A representar a CIM do Tâmega e Sousa estiveram o Primeiro-Secretário do Secretariado Executivo Intermunicipal, Telmo Pinto, e a Chefe da Equipa Multidisciplinar de Políticas Públicas Intermunicipais, Ester Moreira da Silva.

    Esta segunda visita constituiu uma oportunidade para a equipa técnica conhecer in loco o processo de regeneração e revitalização desta aldeia alpina, que tem vindo a ser implementado ao longo das últimas quatro décadas, e que é considerada uma boa prática italiana ao nível de gestão ativa do espaço rural, com evidente potencial de replicabilidade nas duas aldeias-piloto do projeto PAISACTIVO – Infesta (Monterrei, Galiza, Espanha) e Almofrela (Baião, Portugal).

    Ostana é uma pequena aldeia dos Alpes italianos, na região do Piemonte, situada a 1300 metros acima do nível do mar. No século passado, sofreu um forte processo de despovoamento, passando de 1200 habitantes, em 1921, para 5, em 1985. Face a esta realidade, foi ativado um plano inovador de repovoamento, assente no trabalho da administração local e na cooperação público-privada, registando Ostana, atualmente, 80 habitantes e cerca de 500 turistas durante a época estival.

    A premissa deste plano de repovoamento passou por considerar a montanha não apenas como um local destinado ao lazer, mas também para viver. Numa fase inicial, esta visão baseava-se em três fatores principais: a natureza, a arquitetura alpina e o património cultural. Mais tarde, na década de 2000, a iniciativa tornou-se mais complexa e holística, abrindo-se à criação de novas redes e atraindo mais pessoas e atividades económicas, culturais e educativas.

    Ao longo deste processo, somaram-se também vários movimentos que deram visibilidade Ostana, que é considerada uma das aldeias mais bonitas de Itália, e que integra a rede Smart Rural Areas 21.

    O projeto PAISACTIVO – Paisagens corta-fogos: ativação do espaço rural para um território resiliente

    Com um investimento superior a 1,5 milhões de euros, cofinanciado pelo POCTEC – Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça entre Espanha e Portugal, o projeto visa aumentar a resiliência do território face ao risco de incêndio, valorizando e melhorando a gestão sustentável das terras agroflorestais, bem como proteger e dinamizar os aglomerados rurais e promover a sua sustentabilidade.

    De referir que a zona de intervenção do projeto – Galiza e Norte de Portugal – enfrenta um abandono progressivo do espaço rural, que aumenta a sua vulnerabilidade aos grandes incêndios florestais e cria um risco crescente para as aglomerações humanas, nomeadamente as aldeias.  

    Para a concretização dos objetivos o projeto incluirá um diagnóstico das boas práticas de gestão ativa das zonas rurais e ações de capacitação para a dinamização e gestão resiliente das zonas rurais. Será ainda definido um novo modelo de intervenção nas zonas rurais que inclua a governação multinível, necessária para envolver todos os intervenientes-chave no processo de recuperação e gestão ativa do território, maximizando as sinergias sociais, produtivas e ambientais entre as aldeias e a sua envolvente.

    Entre outras ações, serão implementados dois projeto-piloto em aldeias. Do lado português, Almofrela, no concelho de Baião, será a aldeia-piloto, enquanto a aldeia galega de Infesta, no concelho de Monterrei, será a representante do lado espanhol.

    Após o lançamento seguiu-se uma reunião de parceiros, na qual foi apresentado o plano de trabalhos a implementar durante os próximos três anos – até outubro de 2026 –, com o objetivo de promover a gestão sustentável do território e redução dos riscos de incêndios, uma das áreas de intervenção da CIM do Tâmega e Sousa.

    O projeto PAISACTIVO é coordenado pela Agência Galega de Desenvolvimento Rural e os parceiros galegos são a Universidade de Santiago de Compostela, a Fundação Juana de Vega e o município de Monterrei. Da parte de Portugal participam a CIM do Tâmega e Sousa, o município de Baião, o Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da Universidade de Porto e a Direção-Geral do Território.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Publicidade

    mais recentes

    ANTÓNIO JOSÉ SEGURO TOMA POSSE COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

    António José Seguro tomou posse esta segunda-feira, 9 de março, como Presidente da República,...

    Carlos Manuel Nunes eleito presidente do PSD Lousada

    Os militantes do Partido Social Democrata (PSD) de Lousada elegeram a nova Comissão Política...

    VALDEMAR COELHO ELEITO PRESIDENTE DA AD LOUSADA PARA O MANDATO 2026–2029

    Valdemar Coelho foi eleito presidente da AD Lousada para o mandato 2026–2029, na sequência...

    LOUSADA: CONCLUÍDA AMPLIAÇÃO DO CENTRO DE SAÚDE DE LUSTOSA

    As obras de ampliação e beneficiação do Centro de Saúde de Lustosa estão concluídas,...

    LOUSADA: ANFÍBIOS EM MOVIMENTO NA N207-2

    Com a chegada das primeiras noites chuvosas, sapos e salamandras voltam a atravessar a...