A seleção de Portugal perdeu 2-1 contra a Espanha e fica pelo caminho da disputa do Mundial de 2026.
A primeira parte foi marcada por lances de perigo para ambas as equipas. A primeira oportunidade de golo da formação lusa surge aos 7 minutos, num remate de João Cancelo, que passou perto da baliza espanhola. Logo no minuto seguinte, Oyarzabal tenta golear, mas Diogo Costa não permitiu a concretização. Aos 11’, Cristiano Ronaldo aparece na área e remata, mas Unai Simon defende para canto. O guarda-redes português volta a negar golo à Espanha, aos 17’, num remate de Lamine Yamal, seguido de ressalto de Baena.
Após a primeira pausa para hidratação, Portugal começa a apresentar mais dificuldades no jogo. Vale à seleção, novamente, o guardião Diogo Costa. Aos 37’, Ronaldo esteve perto do golo, após passe de João Félix. Quatro minutos antes do fim do tempo regulamentar da primeira parte, Nuno Mendes acerta em cheio na barra.
Na segunda parte, a Espanha foi claramente mais dominadora. Nélson Semedo entra para o lugar do lesionado Nuno Mendes, aos 56’. Aos 65’, Pedri tenta o golo mas, mais uma vez, é negado pelo guardião luso. Portugal mexe de forma dupla aos 71’, com a saída de João Cancelo e João Félix, para a entrada de Diogo Dalot e Rafael Leão. Lamine Yamal tenta o golo aos 73’ e Bruno Fernandes aos 76’. Aos 83’, saem Vitinha e Pedro Neto e entram Bernardo Silva e Francisco Conceição. O golo da formação espanhola surge aos 90+1’, por Mikel Merino. Ainda com esperança, a equipa das quinas continua a tentar criar jogadas de perigo e, aos 90+6’, Bernardo Silva não acerta por pouco na baliza.
No final da partida, Bruno Fernandes não escondeu a desilusão e afirmou que a equipa “não esteve ao melhor nível”. Também Diogo Costa realçou a “falta de uma pontinha de sorte” e lamenta o facto de a equipa não poder “dedicar este Mundial a duas pessoas muito especiais para nós”, em referência aos irmãos Diogo Jota e André Silva, falecidos no ano passado, num acidente de carro.
De uma forma geral, a imprensa futebolística critica as decisões do selecionador Roberto Martínez, por não dar oportunidade a Gonçalo Ramos, que marcou no último jogo frente à Croácia. Manter Ronaldo em campo, mesmo quando já apresentava sinais de cansaço e dificuldades na concretização, e poupar as substituições quase para o fim do jogo, com esperança de segurar o empate até ao prolongamento, também foram más decisões atribuídas ao técnico.
Na sala de imprensa, Roberto Martínez defendeu que a equipa defendeu muito bem e que apresentou uma “agressividade sem bola muito boa”, merecendo ir ao prolongamento. Aproveitou, ainda, para partilhar que está de saída do comando técnico e que este foi o “último jogo na seleção de Portugal”.
Após o adeus à competição, a comitiva portuguesa tem regresso agendado para Portugal para quarta-feira.




