Esta sexta-feira, a proposta do Governo de revisão da lei laboral foi chumbada, na generalidade, com votos contra do Chega, PS, JPP, Livre, Bloco de Esquerda e PCP e a favor do CDS, Iniciativa Liberal e PSD.
O executivo de Luís Montenegro tentou negociar com o partido de André Ventura, com o intuito de garantir os seus votos a favor. No entanto, o líder do Chega estabeleceu algumas exigências e mudanças, entre outras, em matérias relativas à idade da reforma, reposição dos dias de férias, proteção dos direitos das mães que amamentam e valorização dos trabalhadores por turnos.
“O projeto de lei é rejeitado”, anunciou o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. Os deputados dos partidos de esquerda aplaudiram de forma efusiva e os do Chega não se manifestaram. Nas galerias, onde se encontravam vários membros da CGTP, a reação foi eufórica. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN, aplaudiu de pé a decisão, visivelmente emocionado.
Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro reagiu ao chumbo e garantiu que “o Governo não vai desistir de dar a Portugal condições para que seja mais competitivo, para gerar melhores oportunidades de emprego e pagar melhores salários”. Montenegro não escondeu que esperava o apoio do Chega na votação da proposta Trabalho XXI, que pretende compilar mais de uma centena de alterações na legislação laboral portuguesa.
Foto: SIC Notícias




