Na manhã de 16 de junho, o Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas de Penafiel da Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve seis mulheres e um homem, numa operação em lares ilegais, no concelho de Lousada.
O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) adiantou que o processo de inquérito deu entrada no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lousada a 22 de junho de 2023 e que, a 27 de setembro do mesmo ano, foi encaminhado para o de Penafiel. A 18 de setembro de 2025, o inquérito foi novamente remetido ao DIAP de Lousada, no seguimento de um despacho emitido, dois dias antes, pelo Procurador-Geral da República (PGR). Como confirma o DCIAP, naquele momento, o processo rececionado por Lousada “era composto por 8 volumes de autos principais, 19 anexos (perícias médicas, perícias informáticas, documentação clínica, relatórios da Segurança Social, num total de 20 volumes), 2 anexos bancários; 15 inquéritos apensos; 11 anexos de buscas (num total de 23 volumes)”.
A investigação culminou em dez buscas domiciliárias e vários mandados de detenção, devido às suspeitas de maus-tratos aos utentes, quatro homicídios qualificados, sequestro, associação criminosa, fraude fiscal e burla, durante quase uma década. No momento das buscas, vários utentes foram inquiridos e apreendidos diversos equipamentos informáticos, como telemóveis, cartões SIM e cartões de memória.
Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Penafiel e foram aplicadas as medidas de prisão preventiva, proibição de contacto com as vítimas e familiares destas e de exercerem funções de cuidadores.




