O INEM está novamente no centro de uma polémica relacionada com o financiamento do socorro pré-hospitalar em Portugal. Em causa está uma dívida às corporações de bombeiros que poderá atingir cerca de 20 milhões de euros, valor associado aos serviços prestados no transporte e assistência de emergência.
Perante os atrasos nos pagamentos, a Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu avançar com a suspensão do fornecimento de ambulâncias ao sistema, uma medida de pressão que poderá ter impacto na resposta às populações em situações de emergência.
A situação surge num contexto de tensão prolongada entre as corporações e o Estado, com sucessivos alertas para dificuldades financeiras no setor. O INEM reconhece a existência de valores em atraso e refere a necessidade de reforço orçamental para regularizar os pagamentos em falta.
No plano político, o tema volta a ganhar destaque numa altura em que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem sido confrontada com várias questões relacionadas com o funcionamento do sistema de emergência médica, incluindo no âmbito parlamentar.
O Governo garante que está a trabalhar numa solução para regularizar a situação, procurando evitar perturbações no socorro prestado às populações.




