Hoje, 16 de outubro, as autoridades de saúde anunciaram que identificaram a presença do mosquito-tigre nos concelhos de Braga e Amares. O inseto já foi detetado em 40 concelhos de Portugal, incluindo Penafiel, Paredes, Castelo de Paiva e Marco de Canaveses, como informa a Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa.
Apesar da presença do mosquito no distrito bracarense, a ULS de Braga afirma que não foram detetados insetos infetados, nem registados casos de transmissão local de doenças. Como esclarece a ULS, após os alertas da população, uma “equipa da Unidade de Saúde Pública intensificou a sua ação nesses locais para investigar e recolher amostras, mantendo a vigilância nas zonas da primeira deteção e nas áreas envolventes”.
Na área do Tâmega e Sousa, o mosquito-tigre já foi identificado em alguns concelhos e a situação encontra-se a ser acompanhada, também, pela Unidade de Saúde Pública. Como esclarece a ULS do Tâmega e Sousa, até ao momento não existe “motivo para alarme”, uma vez que a doença ainda não foi detetada em nenhum inseto.
O Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, é uma espécie de pequenas dimensões, não natural de Portugal. O inseto tem pernas longas, coloração preta e branca, riscas nas pernas e uma linha na parte superior do corpo. É mais ativo durante o dia e prefere os meses mais quentes. Pode picar pessoas e animais e reproduz-se, principalmente, em pequenas acumulações de água, como pratos de vasos, baldes, bebedouros de animais, caleiros ou outros recipientes semelhantes. O mosquito-tigre pode transmitir doenças, como o dengue, zika ou chikungunya – no entanto, nem todos os insetos são portadores da doença.
A Direção-Geral da Saúde recomenda a adoção de comportamentos preventivos, a eliminação de locais favoráveis à reprodução do mosquito e evitar ser picado.



