17 outubro 2026, 01:28
Mais
    InícioCasos de PolíciaADRIANO QUINTANILHA E INSPETOR DA PJ EM SILÊNCIO NO PRIMEIRO DIA DO...

    ADRIANO QUINTANILHA E INSPETOR DA PJ EM SILÊNCIO NO PRIMEIRO DIA DO JULGAMENTO

    Published on

    Começou hoje, 16 de outubro, o julgamento de Adriano “Quintanilha” Sousa e do inspetor da Polícia Judiciária (PJ), acusados de delinearem um plano para que o empresário fosse ilibado do esquema de doping da equipa de ciclismo W52-FC Porto.

    O processo surge da acusação do Ministério Público (MP) que acusa Adriano Quintanilha e o inspetor da PJ de criarem um código de conduta falso, com o intuito de atestar que o empresário e a empresa de ciclismo Calvário Várzea, da qual era presidente, desconheciam o esquema de doping em investigação no processo Prova Limpa.

    A primeira sessão de julgamento decorreu no Tribunal Local de Felgueiras e contou com a presença de Adriano Quintanilha e dezenas de testemunhas, incluindo a advogada da Calvário Várzea, ciclistas da W52-FC Porto e Nuno Ribeiro, diretor desportivo do clube de ciclismo. O inspetor da PJ foi ouvido por videoconferência, uma vez que se encontra a trabalhar em Timor-Leste.

    Nesta sessão, o empresário e o inspetor informaram o juíz que, para já, não desejavam prestar declarações. Entre as diversas testemunhas, destacaram-se as declarações da advogada da Calvário Várzea, redatora do investigado código de conduta. A advogada disse ao tribunal que foi Adriano Quintanilha quem lhe solicitou a elaboração do documento e destacou que ninguém lhe deu qualquer tipo de instruções ou orientações sobre como o fazer. A testemunha explicou que o redigiu a partir de uma minuta deste tipo de documentos, com apoio da legislação da Federação Portuguesa de Ciclismo, do Instituto Português do Desporto e Juventude e da União Ciclista Internacional. A advogada afirmou que pensa ter entregue o documento ao empresário e que, a pedido de alguém que não consegue identificar, enviou-o a um outro colega advogado. Segundo a testemunha, o código não tinha como objetivo “proteger” alguém, mas sim servir de orientação à Calvário Várzea. Questionada pelo MP, a advogada não soube precisar “com certeza absoluta” se o documento foi redigido antes ou depois da investigação da Prova Limpa ter sido tornada pública, em abril de 2022, mas pensa que a questão do doping surgiu depois.

    O julgamento continua no próximo dia 26 de outubro, com o MP a acusar o empresário de coação, o inspetor de favorecimento pessoal e ambos de falsificação de documentos.

     

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Publicidade

    mais recentes

    CONCELHOS DO VALE DO SOUSA E BRAGA DETETAM A PRESENÇA DE MOSQUITO TRANSMISSOR DE DOENÇAS

    Hoje, 16 de outubro, as autoridades de saúde anunciaram que identificaram a presença do...

    LOUSADA IMPEDIDA DE AVANÇAR COM CONSTRUÇÃO DE 65 CASAS POR FALTA DE RESPOSTA DO IHRU

    A Câmara Municipal de Lousada está impedida de avançar com a construção de 65...

    LOUSADA PROMOVE EVENTO GRATUITO NO DIA MUNICIPAL PARA A IGUALDADE

    No dia 24 de outubro, para assinalar o Dia Municipal para a Igualdade, o...

    CASTELO DE PAIVA DÁ NOVA VIDA AOS LIVROS

    O município de Castelo de Paiva criou a Biblioteca de Partilha de Livros, no...

    SISMO SENTIDO NA REGIÃO NORTE DE PORTUGAL

    Um sismo de magnitude 4,2 na escala de Richter, com epicentro em Espanha, foi...