A 12 de agosto, Portugal promete parar para assistir ao eclipse solar raro que, mediante a localização, poderá ser total ou parcial.
Um eclipse total do Sol ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, cobrindo de forma total a estrela solar. Durante esse período de sobreposição, a luz natural vai diminuir, transformando o dia em anoitecer. Se o eclipse for parcial, é possível percecionar uma parte do Sol, enquanto a Lua cobre outra parte.
Em Portugal, o eclipse total será apenas visível numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança. Por volta das 19h30, deverá ocorrer o momento máximo do fenómeno, com o Sol a ficar completamente encoberto durante cerca de 26 segundos.
O eclipse parcial será visível no restante continente, com início previsto para as 18h33 e fim aproximado para as 20h23. Poderá ser observado em grande parte do hemisfério norte, incluindo Europa, noroeste de África, Canadá e norte dos Estados Unidos.
No entanto, importa relembrar que continuaremos a olhar para a estrela mais brilhante do nosso Sistema Solar e, por isso, é perigoso fazê-lo sem equipamento adequado. A observação deve ser feita com óculos equipados com filtros certificados e não com óculos de sol comuns. As soluções caseiras têm-se multiplicado nas redes sociais mas, como alertam os especialistas, utilizar radiografias, películas fotográficas, CDs, vidro fumado ou filtros artesanais não é seguro. Bastam 10 segundos de observação sem proteção adequada para provocar danos na visão, que podem ser permanentes. Nem sempre os sintomas são sentidos nas primeiras horas de lesão mas, mais tarde, começam a surgir sintomas como uma mancha escura ou amarelada no centro da visão, perda de sensibilidade, dificuldade em ver letras ou objetos, alteração da perceção das cores ou imagens distorcidas.
Com uma ocultação entre 92 e 100%, este é o maior evento solar desde 1912 e o próximo só deverá acontecer em 2144.






