Há momentos em que os números dispensam discursos. O Relatório de Contas de 2025 do Município de Lousada são um desses momentos. Os dados estão disponíveis, verificáveis e
contam uma história de um município que cresceu, investiu e se manteve financeiramente sólido.
A receita cresceu 8%, superando em 7,2% o que estava previsto. E fez isto sem agravar impostos – a carga fiscal de Lousada continua abaixo da média nacional. Mais receita com menos pressão sobre os Lousadenses é, ao mesmo tempo, um resultado e uma escolha política.
O número que mais impressiona é simples de explicar: a diferença entre o que o município arrecada e o que gasta no seu funcionamento diário atingiu em 2025 o valor mais alto de sempre
– 11,3 milhões de euros. Mais 20% do que no ano anterior.
Significa que Lousada tem cada vez mais capacidade para investir com o seu próprio dinheiro, sem depender de empréstimos ou de transferências do Estado. O investimento atingiu 22,7 milhões.
Não foi preciso escolher entre equilibrar as contas e investir — foi possível fazer as duas coisas em simultâneo, ao contrário do que a oposição tentou fazer crer sobre uma alegada falta de investimento.
Aliás, a oposição também assinalou o crescimento da despesa com pessoal. Mas vale a pena contextualizar: os 17,6 milhões gastos em 2025 representam 30,5% da despesa total – abaixo da média nacional de 31%. O crescimento de 8,6% tem causas que não são escolhas do município: as atualizações salariais da Administração Pública e as progressões de carreira obrigatórias afetaram todas as autarquias do país. Lousada valorizou quem trabalha para os lousadenses – dentro de um quadro de gestão responsável.
Há quem ainda tenha aproveitado a reserva do Revisor Oficial de Contas para alimentar um
discurso de desconfiança. Mas convém ser rigoroso: a reserva – relacionada com os ativos fixos tangíveis não é nova, não é exclusiva de Lousada e não decorre de qualquer irregularidade.
discurso de desconfiança. Mas convém ser rigoroso: a reserva – relacionada com os ativos fixos tangíveis não é nova, não é exclusiva de Lousada e não decorre de qualquer irregularidade.
Resulta da dificuldade, comum a todos os municípios portugueses, em mensurar com precisão absoluta o vasto património de domínio público – estradas, caminhos, redes de água e saneamento. É uma limitação técnica e estrutural, não um problema de gestão. Os indicadores de liquidez, solvabilidade e capacidade de pagamento são, aliás, inequívocos.
Em política, é fácil fazer promessas. O que 2025 demonstra é que Lousada não se ficou pelas intenções: executou, investiu e cresceu sem perder o equilíbrio. Num contexto em que muitos municípios portugueses continuam a debater-se com dificuldades estruturais, estes números são um exemplo. E os exemplos merecem ser ditos em voz alta.




