No âmbito da reunião da Câmara Municipal de Lousada realizada no passado dia 9 de abril, o vereador do PSD, Fausto Oliveira, manifestou críticas ao Plano de Pormenor da Costilha, cuja documentação foi aprovada para submissão à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
Na sua intervenção, o autarca destacou que o partido reconhece a importância da valorização do desporto automóvel e o seu contributo para a promoção do concelho, considerando positiva a aquisição da pista da Costilha pelo Município e a criação de condições para um futuro paddock e ligação à variante.
Contudo, apontou reservas relativamente às componentes do plano que vão além da vertente desportiva, referindo em particular as intervenções associadas aos terrenos das empresas LIMITEBASE, Lda. e GOLDPROMISE – Engenharia, Unipessoal, Lda., que, segundo afirmou, ultrapassam a lógica de requalificação da pista e configuram uma operação de cariz imobiliário.
O vereador questionou ainda o investimento municipal previsto, alertando para o risco de potenciais impactos ao nível da especulação imobiliária e defendendo uma maior aposta em áreas produtivas e infraestruturas de mobilidade.
Ao nível técnico, apontou várias fragilidades no plano, incluindo limitações no estacionamento, ausência de espaços comunitários e equipamentos públicos, falta de planeamento para transportes públicos e mobilidade suave, bem como lacunas na previsão de infraestruturas para carregamento de veículos elétricos.
Criticou ainda a elevada densidade urbanística proposta e a reduzida área destinada a espaços verdes, defendendo um modelo urbano mais equilibrado, com maior aposta na qualidade de vida, espaços verdes e mobilidade sustentável.
Na sua perspetiva, o plano deveria incluir um grande espaço verde central, articulado com equipamentos comunitários, comércio local e percursos pedonais e cicláveis.
O vereador reconheceu alguns aspetos positivos da proposta, mas considerou que esta apresenta fragilidades na definição de espaço público e na promoção da coesão social, concluindo que se trata de “um plano bom para construir, mas fraco na conceção de cidades com qualidade”.




