A Revolução dos Cravos marcou o fim da ditadura em Portugal e a conquista da liberdade, sendo uma das datas mais importantes da história do país.
No concelho de Lousada, a data voltou a ser assinalada com um conjunto de iniciativas culturais e educativas dirigidas à população. Para quem viveu esse período, ficou sobretudo a memória de um tempo de grande mudança e de esperança num país diferente. Maria Lopes, residente no concelho, recorda esse momento como uma fase de transformação e liberdade, referindo que “havia um sentimento forte de esperança e a sensação de que tudo estava a mudar”.
O presidente da câmara destacou a realização de várias atividades ao longo do mês, com especial enfoque no auditório municipal e nas escolas, envolvendo a comunidade educativa e promovendo o contacto dos mais jovens com testemunhos de quem viveu esse período. “Desde logo com a agenda cultural que temos mantido ao longo deste mês, com várias iniciativas culturais, nomeadamente no auditório, mas também e mais importante ainda nas escolas, junto aos agrupamentos, trazendo até pessoas que viveram e participaram, contribuindo assim para a informação, o esclarecimento e para a educação dos mais jovens daquilo que foi uma ditadura que nós tivemos durante 48 anos e o que significou a conquista da liberdade”, referiu.
O autarca sublinhou ainda que os valores de Abril continuam presentes no concelho, destacando a importância da liberdade, da transparência e da igualdade entre todos os cidadãos. “Estão muito presentes na realidade do município e é isso que nós continuamos a tentar demonstrar com total liberdade para todas as pessoas, transparência e princípios cívicos promotores dessa mesma igualdade e equidade entre todos”, afirmou.
Já numa mensagem dirigida à população, deixou um apelo à preservação da memória histórica. “A mensagem principal é que as pessoas não deixem cair aquilo que nós já conseguimos com muito custo, com os nossos antepassados, que viveram tempos difíceis. Não se deixem encantar por vozes que dizem que antigamente é que era bom, porque não era”.




