A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 59 pessoas por crimes de incêndio rural em território nacional até 17 de abril de 2026, sendo a grande maioria das ocorrências provocada por negligência no uso do fogo.
Segundo os dados divulgados, 57 dos 59 detidos estão associados a queimas e queimadas de sobrantes que acabaram por se descontrolar. As autoridades reforçam que este tipo de comportamento continua a ser o principal responsável pelas ignições em Portugal, apelando a uma maior consciência e cuidado por parte da população.
No que diz respeito à área ardida, os números provisórios apontam para 7 675,30 hectares consumidos até 15 de abril, representando um aumento significativo face ao mesmo período de 2025, quando se registaram 3 418 hectares. Este valor aproxima-se também dos dados de 2023, ano em que a área ardida atingiu os 7 415 hectares. A GNR destaca que a floresta é um recurso estratégico, ocupando mais de um terço do território nacional, o que exige vigilância constante.
Relativamente ao perfil dos detidos, a faixa etária dos 41 aos 50 anos é a mais representativa, com 18 detenções. Seguem-se os grupos dos 51 aos 64 anos, com 16 casos, e dos 75 aos 84 anos, com 13 detidos, evidenciando que a negligência no uso do fogo atravessa diferentes gerações.
No âmbito da Operação Floresta Segura 2026, já foram sinalizados 7 664 terrenos para limpeza obrigatória. Apesar de este número ser inferior ao registado em 2025, quando foram identificados 10 417 terrenos, a fiscalização mantém-se ativa. O distrito de Leiria lidera as notificações, seguido de Bragança, enquanto no distrito do Porto foram registadas 144 sinalizações.
Já a distribuição geográfica das detenções coloca os distritos de Braga e Vila Real no topo, com 14 casos cada. Leiria surge de seguida com 10 detidos, a Guarda com seis, e o distrito do Porto regista quatro detenções.
A GNR relembra que a gestão de combustível é obrigatória e apela ao cumprimento das normas de segurança, como o registo prévio de queimas, a sua realização apenas em condições meteorológicas adequadas e a garantia de que o fogo fica totalmente extinto. Para denúncias ou esclarecimentos, está disponível a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).




