13 janeiro 2026, 23:41
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    Ponte de Entre-os-Rios caiu há 23 anos

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    Assinalam-se, esta segunda-feira, 23 anos da queda da ponte de Entre-os-Rios, no concelho de Penafiel.

    O momento trágico que vitimou 59 pessoas será recordado hoje, 4 de março, pela Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios.

    A associação paivense organiza uma cerimónia intitulada de XXIII Cerimónias da Queda da Ponte Hintze Ribeiro que conta com a celebração de uma missa em memória das vítimas da queda da Ponte Hintze Ribeira, pelas 18h, na Igreja Paroquial de Souselo-Cinfães, onde serão benzidas 59 flores. No final da celebração será colocada uma coroa de flores no cemitério local.

    Pelas 19h30, acontecerá uma cerimónia de homenagem às vítimas da queda da ponte de Entre-os-Rios, no monumento do Anjo de Portugal, em Santa Maria de Sardoura, freguesia do concelho de Castelo de Paiva. No final da cerimónia, serão lançadas as 59 flores benzidas a partir do tabuleiro da ponte.

    A Ponte Hintze Ribeiro colapsou em 2001, arrastando para as águas do rio Douro um autocarro com 53 passageiros e três automóveis com seis pessoas. Não houve sobreviventes.

    A Ponte Hintze Ribeiro, que ligava Entre-os-Rios, no concelho de Penafiel, e Castelo de Paiva colapsou na noite de 4 de março de 2001, pelas 21h10, de uma noite fria e chuvosa.

    No plano político, o então ministro do Equipamento, Jorge Coelho, demitiu-se de imediato, afirmando que “a culpa não pode morrer solteira”. Inquéritos promovidos pelo Governo e pela Assembleia da República atribuíram o colapso da ponte a uma “conjugação de fatores”, entre os quais a extração de inertes a montante de Entre-os-Rios. No plano judicial, não houve condenados.

    Com uma cobertura mediática sem precedentes em Portugal, a queda da ponte de Entre-os-Rios levou o Governo a lançar um programa de obras de emergência em Castelo de Paiva, na altura contabilizado em 80 milhões de euros, incluindo a construção de duas novas pontes.

    Em 2003, foi inaugurado um monumento em memória das vítimas mortais, em Castelo de Paiva, da autoria do arquiteto Henrique Coelho, designado “Anjo de Portugal”, que tem na sua base inscritos os nomes das 59 pessoas que morreram no colapso da ponte.

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